domingo, 25 de outubro de 2009

Deus odeia o pecado, mas ama ao pecador! É isso mesmo?

 Extraído de http://tempora-mores.blogspot.com

Podemos aceitar que existe um sentido genérico do amor de Deus. Ele demonstra e fala de amor ao mundo, à humanidade, à sua criação. Como calvinista, não tenho nenhuma dificuldade em aceitar isso. Temos que entender, porém, que no sentido salvífico (a salvação eterna da perdição e condenação do pecado) o amor de Deus é derramado exclusivamente sobre o seu povo e, individualmente, sobre os que ele eficazmente chama para si. Sobre aqueles que responderão, ao chamado eficaz, abraçando a Cristo como único e suficiente Salvador.

A frase "Deus odeia o pecado, mas ama ao pecador", entretanto, por mais que seja proferida e repetida, é uma forma simplista de expressar uma situação complexa, pois realmente é impossível separar o pecado do pecador, como se o pecado fosse uma entidade com vida independente, que apenas se utiliza do corpo e da mente do praticante.

Tiago (1.12-15) nos ensina que o pecado é gerado dentro das pessoas, partindo da própria concupiscência, externando sua prática em um relacionamento "simbiótico" (de dependência mútua) com o praticante. Sem barreiras e controles, enfim, sem a redenção, leva à morte.

O pecado é algo odioso em suas manifestações. Estas são verificáveis nas pessoas, pecadoras, sem as quais ele é indescritível e amorfo.

Em Romanos 9.11-18 a Bíblia fala do "aborrecimento" (ódio) de Deus contra Esaú, contrastando com o amor derramado sobre Jacó. Mas a Palavra de Deus expressa em outras ocasiões (além desse caso específico, de Esaú e Jacó) o ódio ("aborrecimento") de Deus a pecadores. Isso ocorre, porque ele é tanto JUSTIÇA como AMOR.

Por exemplo, no Salmo 11.5, lemos "O Senhor prova o justo e o ímpio; a sua alma odeia ao que ama a violência". Veja que ele não odeia somente a violência (inexistente, sem o praticante), mas "ao que ama a violência" - uma pessoa, o pecador.

Em Pv. 6.16-18 lemos sobre sete coisas que o senhor abomina (odeia): olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contenda entre irmãos. Quando lemos essa descrição das "coisas" que o Senhor odeia, vemos que elas não são especificamente "coisas", mas são pessoas que realizam certas ações; a descrição é a de pessoas que Deus abomina. Isso fica bem claro nas duas últimas "coisas" - uma pessoa, ou outra, que é: "testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos".

Não resta dúvida, portanto, que pelo menos nessas instâncias específicas Deus odeia pecadores. Consequentemente, isso deve nos fazer cautelosos de dar uma declaração genérica e abrangente de que ele não odeia pecadores, pois esse ensinamento não pode ser atribuído, dessa maneira, à Bíblia e carece de inúmeras qualificações.

Solano Portela

Outra verdade na predestinação?

 http://ossegredosdedeus.wordpress.com/

Muitos cristãos tens-se encostado numa falsa idéia da predestinação, pensando que “salvos uma vez, salvos para sempre” e não importando o comportamento deles pensam que sua salvação está garantida em Cristo. Falam que a “salvação é por graça” e pensam que o que façam, pensem o atuem não tem impacto nenhum na caminhada ao reino dos céus.

Volte sua mirada ao relato da saída do povo de Deus do Egito a terra prometida. Saíram de lá disse a narração, mais de 600 mil adultos homens. Parece que somados todos, homens mulheres e crianças faziam mais de 1 milhão. Desses adultos só entraram a terra prometida dois: Calebe e Josué. (Num 14)
Deus não tinha jurado pelo seu próprio nome, que esse povo que estava em escravidão em Egito, ia-a possuir a terra prometida? Deus não tinha predestinado a todos esse povo para serem salvos e herdeiros do Canaã?

O que foi que aconteceu para que fosse assim depois? A resposta esta no comportamento desse povo que Deus mesmo qualifica: povo rebelde e desobediente. Haveis-me tentado já dez vezes (Num 14:22). Por isso Deus condenou a morte todo esse povo predestinado a salvação?

Deus que sabia que todo isso ia a acontecer, estava então brincando com essas pessoas? Por que toda essa movimentação feita com Moises e Arão diante de farão? No haveria sido mais fácil levar só Calebe e Josué e esse povo de jovens menores de 20 anos como sucedeu finalmente?

A verdade é que Deus queria salvar o mundo todo. Porém o homem nem sempre quer ser salvo. Por isso desobedece, se rebela e até tenta matar a aqueles que falam a verdade de parte de Deus como Calebe, Josué, Moises e Arão. (Num 14:9-10).

Agora reflitamos mais um pouco em esses que parecem erros da tradição. 

Pedro Arroyo

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Dez coisas que odeio na igreja



Por Pr. Manoel D. C.

Blog do ManoelDC

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Li essa semana uma slogan bastante interessante que revela o quanto a igreja esta em baixa nos últimos tempos: ODEIO A IGREJA, NÃO JESUS!
A lista abaixo relacionada é direcionada à igreja institucional, à igreja-empresarial, ao clube de entretenimento, assim falsificada e vendida ao poder temporal. Não me refiro absolutamente à igreja verdadeira, ao remanescente fiel que muitas vezes está contido nessa igreja caricata dos nossos dias.
Compartilho aqui o sentimento de inconformação de Davi quando disse a Deus: Não aborreço eu, Senhor, os que te aborrecem? e não abomino os que se levantam contra Ti? Aborreço-os com ódio consumado, para mim são inimigos de fato.
O que eu odeia em ti, igreja dos nosso tempos?
1. A TUA PRETENSÃO OSTENSIVA de tu te veres superior a tudo e a todos, e com esse orgulho besta, deixas de ser reconhecida como voz de Deus e agência do Reino no mundo. Ao contrário, deverias te afastar pra bem longe dessa vaidade luciferiana e cair em si, voltando a servir humildemente ao mundo ao qual foste enviada.
2. QUANDO INFLEXÍVEL, IMPÕES O DETESTÁVEL LEGALISMO COMO FORMA DE CAMINHADA CRISTÃ com regras insuportáveis que mantém teus membros eternamente cativos a infantilidade na fé, ao invés de conduzi-los à maturidade cristã que alcança a essencial liberdade consciente e anda maduramente nas pegadas de Jesus de Nazaré.
3. A TUA CEGUEIRA REDUCIONISTA que não discerne claramente o Reino além de tuas limitadas fronteiras, expandindo a visão para ver e aceitar outras formas de expressão, de serviço cristão, de culto e de obras que também glorificam a Deus e contribuem para a expansão do Reino na terra.
4. A TUA FORMA DE JULGAR SUMARIAMENTE as pessoas, se são merecedoras do céu ou do inferno, como se coubesse a ti essa prerrogativa divina de seleção. Deveria tu saber que essa é uma ação exclusiva de Deus.
5. A TUA DISCIPLINA CORRETIVA que sempre exclui e joga fora todo aquele que desgraçadamente tropeça por algum motivo, levando invariavelmente o “disciplinado” ao abandono, e ferido, a morrer a míngua.
6. A TUA FORMA ANTIBÍBLICA DE EVANGELIZAR, definindo prazo de mudança para as pessoas ”aceitarem Jesus”, exigindo uma conversão urgente e superficial baseada na adequação compulsória às regras de teus usos e costumes, e não na radical soberana transformação do Espírito Santo, de dentro para fora, e no livre tempo de Deus.
7. A TUA VISÃO MISSIONÁRIA/ EVANGELÍSTICA DISTORCIDA que em nome do “ide” retira as pessoas de suas áreas de convivência na sociedade onde exerciam posições estratégicas para alcançar seus semelhantes, para mantê-los circunscritos à área do templo, transformando-os em pessoas inativas ou em obreiros alienados que desconhecem o que se passa no mundo que os rodeiam.
8. O TEU ABUSO DE PODER arrastando milhares de PESSOAS SINCERAS, frágeis, crédulas, simplórias, despreparadas e desavisadas à exaustão, ao esgotamento, ao sofrimento, à decepção, e a se sentirem absolutamente usurpadas física, emocional, material e espiritualmente. Essas pobres vítimas do teu poder abusivo se tornam amargas e refratárias para o Evangelho para sempre, fechadas para qualquer possibilidade de pensarem em Deus ou em coisas relacionadas a ti.
9. A FORMA IMORAL COM QUE TEUS LÍDERES LIDAM COM AS FINANÇAS, manipulando o dinheiro que entra em teus cofres de forma irresponsável, desonesta, revelando que são subjugados pelo deus Mamon. Reproduzes pastores que amam posição, poder, e o dinheiro, tornando-os cheios de avareza e de ganância. ISSO TEM CAUSADO GRANDES ESCÂNDALOS E DANOS IRREVERSÍVEIS PARA O EVANGELHO, E TU ÉS DIRETAMENTE RESPONSÁVEL POR ISSO!
10. E por último, odeio quando MENTES, ASSEVARANDO QUE FORA DE TI, AS PESSOAS NÃO PODEM SOBREVIVER. Saiba que existem milhões de pessoas que nunca adentraram em teus átrios e mesmo assim oram, têm temor, discernimento, maturidade, ética, moral e dignidade, muitas vezes, mais apurados que teus pobres membros pretensiosos.
Sobretudo, há uma forma difícil, dolorida, mas possível, que pode mudar radicalmente esse quadro sombrio: TENS QUE PASSAR PELO PORTAL DO ARREPENDIMENTO. Como diria Jesus, Lembra-te de onde caíste e arrepende-te…

A verdade de Jesus: 100% Deus e 100% Homem?

http://ossegredosdedeus.wordpress.com  


Jesus: 100% Deus e 100% Homem?
Nesta historia da essência de Jesus, se foi ou se é 100% Deus e 100% homem, se escondem esses velhos dilemas que os religiosos dogmáticos não querem enfrentar.
1. Deus não poderia deixar de ser Deus, nem quando veio transformado em homem? Porque se assim fosse o sistema religioso cai pelo chão. Por isso que a religião constrói explicações que confundem os simples ao ponto de aceitar essa ilógica conclusão que um único ente como Jesus Cristo tenha dupla essência nele: 100% Deus e 100% homem. Quando na verdade não existe nada no mundo que tenha 200% sendo uma unidade. Até poderia aceitar-se o jogo das porcentagens se fosse, por exemplo, 60% Deus e 40% homem. Porém não é assim.
Mas qual o perigo do jogo das porcentagens? Simplesmente porque estaríamos negando a sinceridade e transparência de Deus. Que se valendo dum artifício vantajoso brinca de Messias com o homem. Por isso esta presunção das percentagens tem indícios do anticristo que nega o sacrifício de Deus. Fala o Apóstolo João nas epístolas que escreveu que Deus amou a raça humana de tal jeito que não poupou nem a natureza superior dele no ato de amar-nos.
2. Pela tendência idólatra do ser humano. Não tem outro ser mais idolatra que o homem, que até precisa idolatrar a Jesus e ao próprio Deus, para então adorá-lo. Não pode aceitar a Deus sem ter que convertê-lo em ídolo. E para visualizar esse Deus inventa imagens reais ou virtuais. Mas imagens finalmente. Esses que Deus proíbe nos dez mandamentos.
3. Deus Emanuel. Quando Deus anuncia que se manifestaria na historia do ser humano como Emanuel isto é Deus conosco, em Jesus Cristo homem. Os homens não o aceitam. Para eles se Deus vir a salvá-los tem que vir como seria próprio dum deus: fazendo milagres e mostrando poderes sobrenaturais que ajudem a acreditar essa condição superior. Mas se ele vier como homem simples ninguém acreditaria. E assim foi.
Pela misericórdia de Deus, Ele até consentiu na possibilidade dos milagres. Por isso quando Jesus veio, Ele fez muitos sinais para ajudar na credulidade dos homens. Ate o próprio João Batista conhecedor das sagradas escrituras duvida por um instante e manda perguntar se esse Jesus era efetivamente o Messias de Deus. Misericordiosamente Jesus responde com fatos extraordinários para confirmar a fé do João.
4. Como foi que Ele fez esses milagres se não era Deus? Perguntam os religiosos. A resposta está nas historias de todos os servos que Deus teve: Por exemplo, o menor deles Sansão. Ele cumpria todas essas proezas que fez quando descia sobre ele o Espírito de Deus. Esse mesmo Espírito que desceu em forma de pomba no batismo que recebeu de João. Sem esse Espírito não tinha nada. Assim foi com todos eles.
5. Por que, os homens desta geração, também não aceitam a humanidade de Deus em Jesus? Pela religiosidade que não admite a enorme humilhação de Deus ao ponto de virar um simples homem. Um homem vai me salvar? Será a pergunta feita por estes incrédulos.
Mas é justamente esta a evidencia da nossa salvação. Porque amar esse Filho do homem a través do amor ao próximo que vive junto conosco é o maior reto da nossa Fe. Mais escândalo ainda: esse Filho do homem é finalmente o protagonista da nossa salvação que repete para nos: “eu sou o caminho”. Quer disser eu sou o modelo a imitar.
6. Para poder entender estas verdades vem a socorrer-nos a própria palavra de Deus que expressada através do Apóstolo Paulo nos disse em Fil 2:6-10 “Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, 7 Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; 8 E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. 9 Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; 10 Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra,”
7. Jesus efetivamente era Deus antes de entrar no mundo. E ainda que ele conservasse, vamos a dizer alguns genes divinos e que poderia apelar para sua natureza divina legitimamente, dize à escritura que Ele não usurpou. (Porque Deus tinha retirado essa potestade dele). Então sendo ele Deus. Foi ele que fez uma renuncia voluntaria desse direito: “mas esvaziou-se a si mesmo”. Logo vem essa transformação em homem da classe mais simples: servo.
8. Ele conquistou nossa salvação nessa condição de homem. Foi difícil para Jesus O Filho de Deus? A sagrada escritura disse: “humilhou-se a si mesmo.” Jesus era ciente do que estava acontecendo, do que estava protagonizando e ainda que pudesse revoltar-se, (Ante a sugestão do Pedro de acabar com esses imundos imperialistas romanos pela violência da espada, Jesus disse não é assim, porque se assim fosse ele bem poderia apelar sua condição de Filho de Deus para pedir doze legiões de anjos Mat. 26:52-53). Mas justamente optou pelo caminho da obediência e submissão, o caminho da humildade. Porque esses poderes que Ele podia exercer não eram, agora direito dele, mas os podia usar sendo concedidos pela presença do Espírito Santo nele. Nesse momento o nexo entre Deus Pai e Ele, Deus Filho, e justamente e unicamente Deus Espírito Santo. Se quiser conservar esse dogma da trindade também.
9. Quando é que Jesus volta a ser Deus? A sagrada escritura disse: “obediente até a morte”. Logo após da morte e pela ressurreição executada nele por Deus Pai. Logo da vitoria de Jesus sobre a morte e sobre o que produze a morte: o pecado (1Co 15:56), é que ele recupera sua natureza divina. Jesus referindo-se disto disse “mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” (João 16:33) venceu o que? A natureza humana pecaminosa que sempre se rebela contra Deus! Agora ele tendo conquistado essa vitoria a compartilha conosco convidando-nos seu triunfo pelo jugo que oferece para nos (Mat 11:29-30). Nisto radica outro mistério da salvação.
10. Agora Jesus espera, apoiado na direita de Deus Pai, o dia glorioso de seu retorno. Entre tanto Deus acaba com esses inimigos do seu filho. “Disse o SENHOR ao meu Senhor: Assenta-te à minha mão direita, até que ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés.” (Sal. 110:1) Esses inimigos que negam que o homem pode ser libertado da escravidão do pecado como Jesus nosso Senhor o conseguiu, sendo humano mesmo. Esses inimigos, disse o apostolo João, são os anticristos. Ou segundo apostolo Paulo, inimigos da cruz de Cristo.
11. Não foi por acaso que ele disse: “Eu sou o caminho...” efetivamente ele é o modelo para obter nossa salvação. Se ele o conseguiu, então também nos. Obviamente não pelos nossos caminhos senão pelo caminho dele, só assegurados no jugo dele. Esse jugo de humildade, mansidão, obediência, submissão e amor ao Pai. Estes que são a evidencia da presença do Espírito de Deus em nossa humanidade.
Da para aprofundar estas reflexões? Façamos então.

Pedro Arroyo

terça-feira, 20 de outubro de 2009

UM GEZUIS EXTREMAMENTE FAMILIAR...




Por Hermes C. Fernandes

Genizah


Nasceu no Palácio de Herodes em Jerusalém, centro do poder judaico. Veio para o que era seu, e os seus o receberam, e com muitas pompas!

Aos doze anos já discutia novas rotas comerciais e estratégias de conquista com os conselheiros reais.

Seu primeiro milagre aconteceu num pomposo casamento na realeza. Transformou a água em suco de caju, não por haver faltado bebida na festa, mas apenas para dar uma gorjeta do seu poder. Poderia tê-la transformada em vinho, vodka, ou até whisky, se quisesse. Mas preferiu não escandalizar a ala mais conservadora e fundamentalista dos religiosos.

Aos 30 anos, foi batizado na piscina da cobertura do palácio, por um dos profetas badalados da época. Enquanto descia às águas, viu-se uma águia, símbolo de conquista, sobrevoar sua cabeça, e uma voz que bradou de algum lugar: Este é o cara! Vai e arrasa!

Saiu dali e foi para uma região praiana, tirar quarenta dias de férias antecipadas. Não precisou ser tentado em nada, pois nunca se negou bem algum. Transformou pedras em pizza, só pra se divertir. E ainda fez malabarismo no pináculo do templo, pra tirar uma onda com os sacerdotes. No final das férias, subiu um monte bem alto, avistou os reinos deste mundo e disse pra si mesmo: Tudo isso me darei!

Quando aproximado por algum gentio, do tipo daquele centurião que tinha um servo enfermo, dizia-lhe: Dá um tempo! Não vim pra vocês, seus impuros, idólatras e ignorantes. E mais: Nunca vi tanta petulância! Onde já se viu? Pedir por um serviçal! Além de gentio, é burro!

Ao deparar-se com um cobrador de impostos desonesto, que subira numa árvore só pra lhe ver, Gezuis lhe disse: Como é que é, meu irmão! Vamos ou não vamos dividir esta grana? Desce logo, que tô com pressa! Hoje me convém me hospedar no melhor hotel da região.

Ao ser tocado por uma mulher hemorrágica, esbravejou: Tira essa louca daqui! Não sabe que a Lei proíbe qualquer aproximação de uma pessoa em seu estado? Imunda!

Por onde passava, seus discípulos estendiam um cordão de isolamento, para que leprosos, morféticos, cegos, endemoninhados, e todo tipo de gente asquerosa não ousassem se aproximar do Rei da cocada preta.

Diferente era o trato que dispensava aos fariseus e religiosos da época.

Venham a mim, todos os que querem alguma vantagem da religião. Vocês serão cabeça e não cauda. Comerão o melhor da terra! Unam-se a mim, e eu lhes farei milionários. Aprendam comigo, que sou malandro e esperto de coração. Espertos são os que riem da desgraça alheia. Espertos são os que gostam de ver o circo pegar fogo. Espertos são os que têm fome e sede de sucesso. Eu saciarei seu ego!

Quando procurado por um jovem rico, disse-lhe, sem o menor pudor: Quer sociedade? Vamos rachar esta grana? Vai ter um lugar especial no meu reino, garoto…

E quando entrou em Jerusalém montado naquele exuberante corcel branco 0 km? Foi tremendo! Não tinha pra ninguém!

- Cruz? Que cruz? Tá doido? Cruz é pra gente como Jesus, aquele nazareno nascido numa manjedoura. Eu vim pra ter vida, e vida com abundância. Quem quiser vir após mim, passa tudo o que tem pra minha conta, e me siga. Ou tudo ou nada! Ou dá ou desce!

Revolucionário? Que nada! Graças a um conchavo político feito às escuras com o Império Romano, Gezuis garantiu para si a sucessão de Herodes, e viveu muitos e muitos anos.

Ao morrer, farto de dias, Gezuis confiou seu legado a um grupo de discípulos seletos, que juraram que sua mensagem jamais seria esquecida, e que ao longo dos séculos, sempre haveria quem a promovesse em sua própria geração. Partiu ordenando que cada um dos seus discípulos lhe beijasse os pés, em sinal de submissão. E que aprendessem a se servir uns dos outros, e ainda se servir dos poderes constituídos, sem jamais criticá-los ou censurá-los.

Promessa feita, promessa cumprida.

Basta ligar a TV, o rádio, ou mesmo acessar a internet, para se dar conta de quantos discípulos de Gezuis ainda dão eco à sua voz.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Estamos Prontos? - Contra Correnteza

Para baixar:

Estamos Prontos? - Contra Correnteza


Hoje muitos fazem coisas que afrontam ao nosso Senhor
Outros são enganados por esquecer o que é o amor

Jesus está acima de palavras,
é a expressão pura do amor de Deus
Um amor que não devemos só falar, mas praticar...

Hoje muitos declaram coisas que ofendem ao nosso Senhor
Não há cuidado ao ser usado o nome de Jesus

O amor não se define por palavras,
É uma ação que dia-a-dia aprendemos com Deus.
A qual não devemos só falar, mas praticar...

Seja o seu agir ou o seu falar,
siga somente o que Deus mandar

Sua vinda está próxima vamos acordar
Será que a Igreja está pronta pra ela?...

Procura apresentar-se a Deus aprovado,
como obreiro que não tem do que se envergonhar

O que estamos fazendo pelo nosso irmão?

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

COMO ZAQUEU?

Por Pr. Ciro Sanches Zibordi
http://cirozibordi.blogspot.com/
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Alguns internautas têm me instigado a analisar a composição “Faz um milagre em mim”. Eu vinha evitando fazer isso, a fim de não provocar a ira dos fãs do cantor que interpreta esse hit “evangélico”. Afinal, vivemos em uma época em que dar uma opinião à luz da Bíblia desperta a fúria daqueles que dizem ser servos de Deus, mas são, na verdade, fãs, fanáticos e cristãos nominais.

Resolvi, pois, atender os irmãos que desejam obter um esclarecimento quanto ao conteúdo da canção mais cantada pelo povo evangélico na atualidade, a qual começa assim: “Como Zaqueu, eu quero subir o mais alto que eu puder”.

Primeira pergunta para reflexão: Zaqueu, quando subiu na figueira, era um seguidor de Jesus, um verdadeiro adorador? Não. Ele era um chefe dos publicanos, desobediente a Deus e corrupto (Lc 19.1-10). Nesse caso, como um crente em Jesus Cristo, liberto do poder do pecado, pode ainda desejar ser como Zaqueu, antes de seu maravilhoso encontro com Jesus?

Segunda pergunta para reflexão: Por que Zaqueu subiu naquela árvore? Ele estava sedento por salvação? Queria, naquele momento, ter comunhão com Jesus? Não. A Palavra de Deus afirma: “E, tendo Jesus entrado em Jericó, ia passando. E eis que havia ali um varão chamado Zaqueu; e era este chefe dos publicanos, e era rico. E procurava ver quem era Jesus, e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena estatura” (Lc 19.1-3). Ele não subiu na figueira porque estava desejoso de ter comunhão com Jesus, mas porque estava curioso para vê-lo.

Terceira pergunta para reflexão: O verdadeiro adorador deve agir como Zaqueu, ou como o salmista, que, ao demonstrar o seu desejo de estar na presença de Deus, afirmou: “Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus! A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?” (Sl 42.1,2)? Será que o pecador e enganador Zaqueu tinha a mesma sede do salmista? Por que um verdadeiro adorador desejaria ser como Zaqueu?

Mas o hit “evangélico” continua: “Só pra te ver, olhar para ti e chamar sua atenção para mim”. Outra pergunta para reflexão: Será que precisamos subir o mais alto que pudermos para chamar a atenção do Senhor? Zaqueu, segundo a Bíblia, subiu na figueira por curiosidade. Mas Jesus, olhando para cima, lhe disse: “Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa” (Lc 19.5). Observe que não foi Zaqueu quem chamou a atenção de Jesus. Foi o Senhor quem olhou para cima e viu aquele pecador perdido e atentou para ele (cf. Mt 9.36).

A atitude de Zaqueu que nos serve de exemplo não foi o subir, e sim o descer, para atender o chamamento de Jesus: “E, apressando-se, desceu, e recebeu-o gostoso” (Lc 19.6). Por conseguinte, pergunto: O adorador, salvo, transformado, precisa subir para chamar a atenção de Jesus? Não. Na verdade, o Senhor está com o contrito e abatido de espírito (Is 57.15). Espiritualmente falando, Ele atenta para quem desce, e não para quem sobe (Sl 138.6; Lc 3.30).

Mais uma pergunta para reflexão: Se a atitude que realmente recebe destaque, na história de Zaqueu, foi a sua descida, por que a canção enfatiza a sua subida? O mais lógico não seria cantar “Como Zaqueu, eu quero descer”? Reflitamos. Afinal, como diz uma frase que circula na grande rede, o Senhor Jesus morreu para tirar os nossos pecados, e não a nossa inteligência.

A composição não é de todo condenável, pois o adorador que se preza deve mesmo cantar: “Eu preciso de ti, Senhor. Eu preciso de ti, ó Pai. Sou pequeno demais, me dá a tua paz”. Mas, a frase seguinte provoca outra pergunta para reflexão: “Largo tudo pra te seguir”. Estamos mesmo dispostos a largar tudo para seguirmos ao Senhor? E mais: É preciso mesmo largar tudo para segui-lo?

O que o Senhor Jesus nos ensina, em sua Palavra? Em Mateus 16.24, Ele disse: “Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me”. Renunciar não é, necessariamente, abandonar, largar, mas pôr em segundo plano. A própria família pode ser um obstáculo para um adorador. Deve ele, nesse caso, largá-la, abandoná-la? Claro que não! Renúncia equivale a priorizar uma coisa em detrimento de outra.

Não precisamos largar a família, o emprego, etc. para seguir o Senhor! Mas precisamos considerar essas coisas secundárias ante a relevância de priorizar a comunhão com Jesus (Mt 10.27). Nesta última passagem vemos que o adorador deve amar prioritariamente o Senhor Jesus, mas sem abandonar tudo para segui-lo! Não confundamos renúncia com abandono. O que devemos largar para seguir a Jesus é a vida de pecado, e não tudo.

A canção continua: “Entra na minha casa. Entra na minha vida”. O compositor se refere a Zaqueu, mas não foi este quem convidou o Senhor para entrar em sua casa. Na verdade, foi Jesus quem lhe disse: “Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa” (Lc 19.5). Nota-se, pois, que esta parte da canção não é essencialmente cristocêntrica, e sim antropocêntrica. Mais uma pergunta para reflexão: O hit em apreço prioriza a obra que Jesus faz na vida do pecador, ou dá mais atenção ao que o homem, o ser humano, faz para conseguir o que deseja? A canção enfatiza a Ajuda do Alto, ou a autoajuda?

Outra pergunta: Um verdadeiro adorador, um servo de Deus, alguém que louva a Jesus de verdade, que canta louvores ao seu nome, não é ainda uma habitação do Senhor? Por que pedir a Ele que entre em nossa casa e em nossa vida, se já somos moradas de Deus (Jo 14.23; 1 Co 6.19,20)?

A parte mais contestada da composição em apreço sinceramente não me incomoda muito: “Mexe com minha estrutura. Sara todas as feridas”. Que estrutura seria essa? No Salmo 103.14 está escrito: “… ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó”. Deus, é claro, conhece-nos profundamente. Ele conhece a totalidade do ser humano: espírito, alma e corpo (1 Ts 5.23; Hb 4.12). Creio que o compositor tomou como base o que aconteceu com Zaqueu. O seu encontro com o Senhor mudou a sua vida por completo, “mexeu com a sua estrutura” (Lc 19.7-10). Deus faz isso na vida do pecador, no momento da conversão, e continua a transformar os salvos, a cada dia (2 Co 3.18).

Quanto a sarar feridas, o Senhor Jesus de fato nos cura interiormente. Mas não pense que estou aqui defendendo a falsa cura interior, associada a regressão psicológica, maldição hereditária, etc. Não! O Senhor Jesus, mediante a Palavra de Deus e a ação do Espírito Santo, cura os quebrantados do coração, dando-lhes uma nova vida (Lc 4.18; 2 Co 5.17).

Diz ainda a canção: “Me ensina a ter santidade. Quero amar somente a ti. Porque o Senhor é o meu bem maior”. Sendo honesto e retendo o que é bom na composição (1 Ts 5.21), Deus, a cada dia, nos ensina a ser santos, em sua Palavra (Hb 12.14; 1 Pe 1.15-25). Além disso, Ele é, sem dúvidas, o que temos de mais precioso mesmo e, por isso, devemos amá-lo acima de todas as coisas (2 Co 4.7; Lc 10.27).

Quanto à última frase “Faz um milagre em mim”, o compositor comete o mesmo erro de português constante da campanha de publicidade da Embratel: “Faz um 21”. Na verdade, no caso da canção o correto seria: “Faze um milagre em mim”. E, no caso da Embratel: “Faça um 21”. (…)

Diante do exposto, que os pecadores, à semelhança de Zaqueu, desçam, humilhem-se, a fim de receberem a gloriosa salvação em Cristo (Lc 18.9-14). E quanto a nós, os salvos, os verdadeiros adoradores, em vez de subirmos o mais alto que pudermos, que também desçamos a cada dia, humilhando-nos debaixo da potente mão de Deus (1 Pe 5.6), a fim de que Ele nos ouça e nos abençoe (2 Cr 7.14,15).”

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Comentário de Renatim::
Pois é, essa música tá sendo cantada até na Parada Gay de São Paulo e esse povo “crente” não percebe nada! Será que estamos tão cegos assim?
Desde quando uma música cristã é cantada nesse mundão afora? Somente se ela não for cristã!
Bem que eu já desconfiava…
Pra mim, essa música deveria ser cantada assim:
Como Zaqueu, eu quero ser rico…
É triste…