sexta-feira, 6 de novembro de 2009

JESUS ESTÁ DEMORANDO DEMAIS! FAZ PARA NÓS UM ÍDOLO, QUERIDO PASTOR!


JESUS ESTÁ DEMORANDO DEMAIS! FAZ PARA NÓS UM ÍDOLO, QUERIDO PASTOR!

(Êxodo 32)


Então Arão disse: todo mundo me dá o ouro que tem. E as mulheres trouxeram todas as jóias de ouro que tinham. Aquelas que haviam pegado do Egito no dia que saíram de lá.
É surpreendente o paralelo do comportamento do povo eleito de Deus, Israel daquele tempo, com a Igreja de hoje. Os mesmos padrões se repetem simplesmente. O Apostolo Paulo bem adverte que as Escrituras estão aí para nos instruir, corrigir e fazermos lembrar e perceber o que esta acontecendo ou que está por acontecer.
 

Arão perdeu a bússola 


O povo tava fazendo muita pressão para o pastor. Ao ponto que ele decide, sem consultar com ninguém, construir uma teologia estranha, para acalmar o desespero do povo. Ele inventa a “unção do Bezerro de ouro” que nesse tempo como agora representava o poder de fazer as coisas a vontade com ousadia, não tendo ninguém para se opor. Os povos da vizinhança tinham um deus parecido que eles adoravam porem, não porque lhe respeitavam, nem falar de que lhe amavam. Louvavam ao bezerro porque ele nunca cobraria nenhuma coisa de eles. Adoravam-lhe justamente porque não fazia nada. Porque nessa teologia o deus e você!

Se deus é você, então tem o controle na mão. Pode fazer o que quiser. Isso é ótimo para ocupar-se de seus instintos e agir segundo seus desejos. Nesses planos o Deus Jeová, está fora. Por isto nem falar sobre O Juiz, o juízo ou o julgamento final.  Isto tem que ser esquecido o mais que puder. Porque viver sabendo que seremos cobrados por cada um dos atos que fazemos na vida, impede curtir “livremente” a vida.
 

Arão perdeu o controle

Quando o povo deu para Arão todo o ouro que ele pediu, ele tinha que fazer o que prometeu. Construir o bezerro, o ídolo, para trocar-lo por Deus. “Então disseram: Este é teu deus, ó Israel, que te tirou da terra do Egito.”(v.4).


Vendo que esse joguinho de soltar a corda para o povo tirar o estresse, acabou saindo do controle, tarde demais, percebeu o Pastor Arão, que o povo já tinha se corrompido, “Arão, vendo isto, edificou um altar diante dele; e apregoou Arão, e disse: Amanhã será festa ao SENHOR.”


As coisas do Senhor não são assim Arão. Não pode misturar sensualidade (viver sujeitos aos sentidos) com a verdadeira adoração ao Senhor. Deixar que acontecesse essa mistura é a ruína do verdadeiro culto a Deus.
 

O culto ao Senhor virou carnaval gospel

“E no dia seguinte madrugaram, e ofereceram holocaustos, e trouxeram ofertas pacíficas; e o povo assentou-se a comer e a beber; depois levantou-se a folgar.” (v.6) Tudo parecia beleza, o povo trouxe os animais para o sacrifício, fez churrasco e trouxe muita bebida para comemorar ao estilo evangélico, mas uma festa estranha. O culto a Deus misturado com o culto aos sentidos, atrás da moda gospel.  Simplesmente um evangelho falsificado. Um evangelho que convive com o pecado. Donde se adora um deus que não amaldiçoa, um deus que não vai apagar de seu livro meu nome, porque “eu sou filho de Deus”, ainda que um viva fornicando, adulterando, roubando ou bebendo ou comendo demais. “Pois eu tenho o selo da promessa em mim”. “Alem disso, Deus é fiel” e ele “cumprirá todos os sonhos que sonhou pra mim.”
 

Mas Deus Jeová esta vendo tudo

“Então disse o SENHOR a Moisés: Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste subir do Egito, se tem corrompido, (v.7) E depressa se tem desviado do caminho que eu lhe tinha ordenado; eles fizeram para si um bezerro de fundição, e perante ele se inclinaram, e ofereceram-lhe sacrifícios, e disseram: Este é o teu deus, ó Israel, que te tirou da terra do Egito.”(v.8).  Deus lhe disse também: Tranqüilo Moises, deixa que eu aniquile esse povo teimoso. Não vale a pena ficar com raiva (vv.9-10)
 

Moises como Jesus O Senhor podem adiar o juízo, mas o castigo virá

Moises pediu então a Deus para ter misericórdia do seu povo. Deus aceita o pedido, vai ter paciência. Mas o juízo vem assim como o castigo. De esses 600 mil adultos que saíram do Egito, não ficaram nem de perto da terra prometida, só dois chegaram lá. Assim como toda essa multidão de cristãos gospel não entrará na Nova Jerusalém, o céu de Deus.


Moisés está por enfrentar ao povo, Josué que acompanhou ele no seu encontro com Deus, tentando animá-lo e querendo ser positivo disse: há gritos de guerra no meio do povo? Mas Moises já sabe o que acontece e sabe o que terá que fazer. Responde ao Josué: Não é grito de guerra nenhuma! Não escuta que é musica de festa, é carnaval o que eles têm lá!. Arão estava levantando poeira, e deixando que o povo “tire o pé do chão!”, com pretexto de adorar a Deus, estavam louvando a sua própria sensualidade.
 

Ah, Arão que te fizeram! que te fizeram!

 “E Moisés perguntou a Arão: Que te tem feito este povo, que sobre ele trouxeste tamanho pecado? (v.21) Então respondeu Arão: Não se acenda a ira do meu senhor; tu sabes que este povo é inclinado ao mal (v.22). E eles me disseram: Faze-nos um deus que vá adiante de nós; porque não sabemos o que sucedeu a este Moisés, a este homem que nos tirou da terra do Egito.(v.23) Então eu lhes disse: Quem tem ouro, arranque-o; e deram-me, e lancei-o no fogo, e saiu este bezerro.(v.24)”
Essa desculpa de Arão ninguém vai acreditar, não é nada convincente! Ora, olha será por isto que Arão também não entrou na terra prometida?


“E nós agora envergonhados mesmo porque até os vizinhos zombam de nós”. Pois o crente quando decide pecar, peca pior que os não crentes: “Esse disse ser crente? Já conheço muito bem esse crentinho sim...”
 

Como consertamos a bagunça queridos Arãos, pastores do evangelho gospel?

“Pôs-se em pé Moisés na porta do arraial e disse: Quem é do SENHOR, venha a mim. Então se ajuntaram a ele todos os filhos de Levi (v.26). E disse-lhes: Assim diz o SENHOR Deus de Israel: Cada um ponha a sua espada sobre a sua coxa; e passai e tornai pelo arraial de porta em porta, e mate cada um a seu irmão, e cada um a seu amigo, e cada um a seu vizinho (v.27). E os filhos de Levi fizeram conforme a palavra de Moisés; e caíram do povo aquele dia uns três mil homens (v.28). Porquanto Moisés tinha dito: Consagrai hoje as vossas mãos ao SENHOR; porquanto cada um será contra o seu filho e contra o seu irmão; e isto, para que ele vos conceda hoje uma bênção (v.29).”


Só uma postura radical frente ao pecado, conseguirá tirar-nos do caminho ao inferno. Não tem outra saída. Se tiver que disciplinar ou expulsar ao irmão corrompido, tem que ser. Porque ou se arrepende ou se arrepende. Não tem outra saída. Pregações de que “ninguém é perfeito e que buscar a perfeição de Deus é bobagem, porque somos pecadores” não tem cabimento nesta limpeza. Ou limpamos ou limpamos, não tem outro jeito.


E o Arão? Deixemo-lo em paz, esse vai dar conta a Deus mesmo. Naquele dia do bezerro ele não somente perdeu a autoridade moral, perdeu até seu direito de entrar na terra prometida. Não serve mais punir ele pois nunca mais esse Arão voltará a ser o mesmo. Será então o tempo do remanescente, essa reserva moral que Deus sempre tem guardado e escondido por aí, até ser necessário.
 

Moisés advogado do povo, Jesus nosso advogado


Que coisa mais linda e nobre do Moisés, depois de acabar com os pecadores flagrantes e rebeldes, melhor dizendo, os que não estavam dispostos a se arrepender, vai pedir perdão ao Senhor.

O bom advogado vai querer defender até se é possível morrer defendendo, isso que fez Moises: “Assim tornou-se Moisés ao SENHOR, e disse: Ora, este povo cometeu grande pecado fazendo para si deuses de ouro (v.31). Agora, pois, perdoa o seu pecado, se não, risca-me, peço-te, do teu livro, que tens escrito (v.32)”. Mas Deus é Deus e ninguém vai obrigá-lo a fazer o que ele não quer fazer, por isto nem nosso Senhor Jesus sabe a data em que Ele vai voltar. Olha a resposta de Deus: “Então disse o SENHOR a Moisés: Aquele que pecar contra mim, a este riscarei do meu livro (v.33). 

Vai, pois, agora, conduze este povo para onde te tenho dito; eis que o meu anjo irá adiante de ti; porém no dia da minha visitação visitarei neles o seu pecado (v.34). Assim feriu o SENHOR o povo, por ter sido feito o bezerro que Arão tinha formado (v.35)”.

Jesus nosso Senhor vai nos defender sim, mas não vai defender aquele que se corrompeu e não fez nada para se arrepender e voltar a Deus.


Temos garantido nossa salvação baseados em nossas próprias convicções ou nossa salvação está fundada na misericórdia do Senhor e por isso procuramos conservá-la com temor e tremor? (Fil 2:12).
 

Pb.Pedro Arroyo