quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Prologo

Prólogo:

Uma cidade moderna perto do mar, embaixo da qual existiam laboratórios secretos.
Certo dia estes laboratórios explodiram destruindo toda a cidade. Muitos prédios desabaram e as ruas ficaram bloqueadas pela grande quantidade de escombros.

A busca por sobreviventes foi de apenas um dia.
Nunca ninguém voltou de novo a essa cidade, esta ficou desolada.

Haviam dias cheios de tempestades de areia, nuvens espessas cobriam os céus; mas apesar de todo isso as ondas do mar continuaram a quebrar na areia.

Dentro da terra, refugiados entre os escombros, num porão. Sobreviveram cinco pessoas, e esta história é sobre eles. Quatro crianças e um ancião.

Os pais de Zig e Redo pediram-lhes: - Protejam- se nesse porão quando aconteçam as explosões, e protejam aos amiguinhos que estarão em casa. 
Após lhes falarem isto saíram.

Uma cidade só para eles cinco.

SERRA E DILMA NO ÉDEN?


sábado, 24 de julho de 2010

As estrelas do mar

Uma vez, perto de uma praia, morava um grupo de estrelas numa grande pedra. Cada dia Deus se lembrava delas e lhes dava seu alimento, o único que as estrelas tinham que fazer era: Ficarem na pedra para que o mar não as levasse para lugares desconhecidos. Certo dia a comida começou a escassear, algumas estrelas receosas e avarentas preocuparam-se com a sua porção de alimento, juntaram-se para expulsar as mais fracas entre as estrelas e assim o fizeram. Depois disso o alimento não faltava para ninguém, porém, novas estrelas apareceram trazidas pelo mar. Aquelas estrelas avarentas ao saberem disto, começaram a inventar novas regras sobre a pedra, não consultaram a Deus sobre isto e elas começaram a dominar, escolheram um único lugar para comer, fora deste ficou proibido para todas as demais estrelas; a intenção de tudo isto era ter o controle total sobre o alimento na pedra e mais tarde ter o controle sobre toda a pedra.  O que Deus tinha dito no começo para todas as estrelas foi: - Cada uma de vocês cuide que sua companheira receba a sua porção diária, não comam demais. Também disse: - Seria bonito que agradeçam a cada novo dia.
 
Algumas estrelas cansadas da comida na pedra deixaram-se levar pelas ondas, umas sumiram no mar, um tanto destas foram parar na praia onde pessoas as recolheram e estas estrelas morreram logo, sem ter comida. Umas poucas voltaram para pedra de novo. Só voltaram para desunir ainda mais às estrelas que tinham ficado na pedra; já que algumas aceitavam o seu retorno sem nenhum incômodo e outras não. As que simpatizavam com a ideia de aceitá-las não queriam entender que aquelas estrelas nem se desculparam com o grupo, elas tinham ofendido a comida quando decidiram ir embora e, acima da comida a aquele que a providenciou por todo esse tempo. Outra vez não haviam consultado a Deus.
 
Nas noites de céu sem nuvens, as estrelas se arrumavam o melhor que podiam e rogavam a Deus que lhes levara por acima do mar até o céu para que estejam perto dele. Deus respondia: Se vocês querem que faça isso deixem que as outras estrelas comam aquilo que roubaram delas. Depois de receber esta resposta as estrelas não pediam por esse desejo, pois era muito difícil para elas fazer isso. No entanto, na seguinte noite de céu sem nuvens voltavam a pedir a mesma coisa; várias vezes choravam, gritavam. Apesar disso recebiam a mesma resposta.  Passado um tempo, mais de duas estrelas foram comer em outro canto onde havia alimento mais gostoso e mais fresco; isto pareceu uma abominação para as velhas estrelas que estavam por ali, estas fizeram de tudo para expulsá-las e conseguiram. Mais uma vez não consultaram a Deus, mas Ele tem o controle de tudo.
 
Quem pensaria: - As que foram expulsas daquela vez, dia a dia comem alimento fresco e gostoso e dia após dia o alimento ganha um gosto melhor, porém as estrelas velhas continuam comendo o mesmo alimento delas, que não tem gosto, pois elas pisoteiam seu próprio alimento e depois disso comem e dão de comer às outras estrelas que estão com eles.

Autoria: C²

quarta-feira, 21 de julho de 2010

O Jesus terreno e o Cristo Extraterrestre

Por Paulo Brabo

No blog A Bacia das Almas

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O primeiro capítulo do livro de Atos dos Apóstolos narra uma das separações mais dramáticas da história, a ascensão de Jesus ao céu diante dos olhos marejados e perplexos de seus discípulos. A cena inspirou artistas plásticos e poetas ao longo de dois milênios; no que me diz respeito sua encarnação mais notável é a seqüência final de E.T., o Extraterrestre (Steven Spielberg, 1982), em que Elliott e seus familiares, embalados por uma fantástica brisa sublunar e pela trilha sonora espetacular de John Williams, observam a nave de E.T. desaparecer no céu estrelado deixando um rastro que é um arco-íris quase horizontal.

Steven Spielberg já deixou muito claro que E.T. não deve voltar à terra numa continuação, e esperemos que fale sério; Jesus, ao contrário, assegurou aos seus fãs que retornaria. Quando se leva em conta que Atos é uma Parte 2, uma declarada continuação do evangelho de Lucas, deve ficar claro que trata-se de uma continuação cuja dramaticidade é imediatamente prejudicada pela ausência do protagonista da Parte 1. É como se Spielberg resolvesse filmar uma continuação de E.T. em que o próprio E.T. não aparecesse na tela em momento algum. Poderia ser até um grande filme, mas muita gente sairia do cinema sentindo-se traída; a expectativa de um fã/seguidor é ver a tela cheia com o rosto familiar do protagonista – ou contar pelo menos com o consolo de saber que seu nome não está sendo usado em vão numa continuação que nada tem a ver com ele.

O momento mais importante da narrativa é portanto este, o da seminal cisão na experiência da humanidade com Jesus. “E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos.” Terminara visivelmente a era do Jesus terreno e começava uma inconcebível outra, em que o Filho do Homem angariaria uma nova fama e um novo nome. Os protagonistas do livro de Atos teriam de conviver, pela primeira vez, com a idéia e com as implicações de um Cristo extraterrestre.

Em termos históricos, o Jesus terreno é o indomável rabi de pés empoeirados que contava histórias cheias de ironia, bebia com agiotas e tinha os pés massageados por prostitutas. É o homem que desdobrava bem-aventuranças, dizia que os pecadores são gente mais notável do que os carolas e ensinava que para serem dignos de Deus (“filhos de Deus”, ele dizia) seus seguidores deveriam amar os seus inimigos e emprestar sem esperar receber de volta. O homem muito real que comia, chorava, abraçava, dormia, pedia água, sangrava e morreu.

O Cristo extraterrestre é o Jesus ressurreto e coroado de glória, ausente em pessoa porque está presente no céu, sentado no lugar de absoluta honra à direita de Deus. É o Jesus dos hinos de Paulo, o Adão que deu certo, o irmão mais velho de uma nova e afortunada geração, o admirável Senhor em quem reside, vertiginosamente, “toda a plenitude”. É o Verbo cósmico de volta ao seio da divindade; é o Messias sofredor em sua nova carreira de Rei da Glória. O Cristo extraterrestre é o Jesus de todas as teologias tradicionais: o grande Salvador, o grande Senhor, o grande e terrível Unigênito de Deus. É o interventor que intercede constantemente em favor da justiça, o Filho que merece a admiração incessante do Pai (e portanto do universo), o juiz que aguarda impaciente o momento de retribuir, o derramador de graça em nome de quem são feitas todas as orações. É um homem espiritual, e os teólogos não estão certos sobre se restam em seu corpo espiritual cicatrizes da terra.

A partir deste ponto, como veremos, a narrativa de Atos (e na verdade todo o restante do Novo Testamento) só terá aparentemente olhos e ouvidos para o Jesus extraterrestre, o Cristo ressurreto. Se digo “aparentemente” é porque espero que quando os testemunhos forem devidamente ouvidos não seja realmente assim. Se o Jesus terreno era o sujeito notável que penso que era, deve ser possível encontrar traços de sua radioatividade nas aventuras posteriores dos seguidores do Cristo extraterrestre.

Porém, neste momento da nossa própria narrativa pessoal, estabelecer a distinção entre o Jesus terreno e o Cristo extraterrestre pode ser relevante por mais de um motivo.

Em primeiro lugar, analisar essa distinção é importante porque, embora o Cristo extraterrestre esteja longe de ser unanimidade, o Jesus terreno conta com a admiração de praticamente todo mundo. Ateus, agnósticos, muçulmanos, hindus, judeus e ideólogos de todas as estirpes, mesmo quando demonstram repugnância diante da história da igreja ou da idéia da divindade de Cristo, estarão em grande parte dispostos a admitir a singularidade e a relevância do Jesus terreno. Mesmo quem recusa-se com convicção a ajoelhar-se diante do Deus Filho acaba dobrando-se voluntariamente diante do Filho do Homem.

É incrível reconhecer que o Jesus da narrativa dos evangelhos, o Jesus anterior a qualquer teologia, angariou irresistivelmente (e continua angariando) a admiração de gente que não via nada de particularmente admirável no cristianismo institucional. Agnósticos convictos como H. G. Wells, salvadores da humanidade como Gandhi, miseráveis como Tolstoi, teimosos como Nietzsche e pensadores radicais como Wilhelm Reich – todos esses críticos empedernidos do cristianismo – deixaram singelo testemunho de sua admiração pelo Jesus dos evangelhos: alguns ao ponto de se considerarem seguidores dele.

Vê-se portanto, que a cisão entre o Jesus da terra e o do céu deixou uma fratura histórica que ziguezagueou obedientemente até a nossa porta. A rachadura ainda divide o mundo. Grosso modo, os cristãos sentem repugnância pelo mundo e atração pelo Cristo extraterrestre; o mundo sente atração pelo Jesus terreno e repugnância pelos cristãos.

O que me interessa em especial é determinar por que os cristãos, historicamente falando, abraçaram com convicção o Jesus “espiritual” da teologia e relegaram a um distante segundo plano o Jesus de carne e osso e suas impensáveis exigências. Parte da resposta, obviamente, acabo de dar.

Essa obsessão dos cristãos com o Cristo extraterrestre é o segundo motivo pelo qual creio que a questão precisa ser resolvida ou pelo menos adequadamente equacionada. Quando e de que modo ficou determinada a “vitória” final do Cristo ressurreto sobre o Jesus de carne?

Que sua vitória foi esmagadora não espero que ninguém ouse negar. Quando pensam em Jesus – dizendo melhor, quando pensam num Jesus relevante para o momento presente – os cristãos pensam inevitavelmente no Cristo extraterrestre. É diante dele que despejam suas súplicas e suas reclamações; é sua companhia que almejam e seu conforto que esperam; é a ele que adoram e é no seu esplendor que entrevêem a glória do próprio Deus. É sua voz que esperam ouvir.

O Jesus de carne e osso dos evangelhos (sua postura, sua companhia, suas ironias, suas lealdades) é visto secretamente como manifestação embaraçosa do insondável senso de humor divino. Ao mesmo tempo esse Jesus terreno é publicamente respeitado como honroso precursor, um segundo João Batista cuja função era preparar o terreno para a chegada do novo e aprimorado Jesus da glória. O rabi da Galiléia é visto como um ponto provisório do trajeto, não o Caminho em si.

Devidamente orientados pelos que interpretaram a narrativa para nós, os cristãos aprenderam a não procurar Jesus na terra. Procuramo-lo incessantemente no céu, que é o seu ambiente.

Como fulcro desse escândalo todo, o testemunho do livro de Atos deve ser considerado importante, talvez vital. Aqui estão as vozes e as vidas da única geração para a qual esses dois adversários, o Jesus terreno e o Cristo extraterrestre, eram uma mesma e espantosa pessoa. Esses seus seguidores, que tinham ouvido do Jesus terreno que não se pode servir a dois senhores, teriam que determinar em pouco tempo sobre quem deitariam as suas lealdades.

E a primeira voz divina que ouviram, enquanto ainda olhavam assombrados para a nuvem que ocultara deles o seu Jesus, explicou-lhes que Jesus não deveria ser procurado no céu.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

A IGREJA E OS IGREJEIROS

Por Renato A. O. de Andrade

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Numa época onde a grande maioria das assim chamadas “igrejas” (templos, denominações etc.) está em decadência total, se faz necessário revisar a definição de igreja. Por quê? Simplesmente porque corremos um grave risco de chamar de igreja aquilo que de fato não é igreja. Ou seja, corremos o risco de ser enganados e enganar aos outros quanto ao que costumamos chamar de igreja, e corremos também o risco de conhecer um Falso Deus. Diante disso, para iniciarmos uma nova Reforma Protestante, é preciso que se façam algumas considerações sobre as definições tradicionais de igreja.

O PROPÓSITO DO HOMEM

Nunca iremos entender para que serve a igreja, se não entendermos apropriadamente o alvo do ser humano. Aprendemos em vários lugares a seguinte definição do propósito do ser humano: “o fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre”. Isso é o que diz a Confissão de Fé de Westminster, adotada por várias denominações históricas e “reformadas”. Bem, isso é no mínimo demasiado superficial e cheio de religiosismo ou então, está correta, porém é muito mal compreendida (assim como a grande parte das doutrinas reformadas…). Segundo Calvino, o significado de “glorificar a Deus” é que devemos conhecer a Deus. E segundo a mesma definição, conhecer a Deus é louvá-lo, adorá-lo, crer Nele e confessá-lo diante dos homens e demonstrar os frutos do Espírito. Eu diria que essa definição é falsa. E porque é falsa? Porque está cheia de religião. Adorar a Deus se ajoelhando diante de um altar é fácil demais. Louvar a Deus cantando musicas é fácil demais. Dizer que crê em Deus é fácil demais. E fingir demonstrar amor, paciência, mansidão e outros frutos do Espírito é fácil até mesmo para um ser como Hitler.

Então, qual é o fim, o alvo principal do homem? Jesus disse claramente: Amar a Deus e ao próximo como você mesmo se ama! Apesar de simples, as palavras de Jesus tem grande implicação sobre o propósito do ser humano… Em outras palavras, o que Jesus quis dizer é: O fim principal do homem é construir um relacionamento de intimidade com Deus, demonstrando esse amor em seu relacionamento com seu próximo. Agora sim, estamos caminhando! Se entendermos isso apropriadamente, chegaremos por fim ao objetivo da igreja. Portanto, vamos reformar a definição reformada:

Adorar a Deus não é se ajoelhar ou levantar as mãos sobre um altar que não existe. Muito menos é ficar fazendo extensas campanhas de jejum que para nada aproveitam. Isso qualquer pessoa faz, até mesmo os satanistas o fazem diante do altar do diabo. Adoração também não é entregar dízimos e ofertas. A verdadeira adoração a Deus é seguir os passos de Jesus! Por quê? Porque seguir os passos de Cristo não é fácil. Exige renúncia de si mesmo. Renúncia a sua própria vontade e a busca pela vontade de Deus. Renúncia por sincero amor a Jesus.

Louvar a Deus também não é ficar cantando todos os domingos um monte de músicas que nem sabe o que está sendo cantado, devido ao frenesi que os embalos do som causam na mente. Louvar a Deus é praticar o amor ao próximo e manter um coração puro e uma mente pura. Louvar a Deus é se arrepender diariamente de seus pecados e procurar ardentemente não os praticar mais. Louvar a Deus é procurar manter um relacionamento de companheirismo, amizade e fraternidade entre os membros de uma família ou de uma igreja. Louvar a Deus é saber e estar disposto a abrir mão de sua vontade em prol de outra pessoa.

Crer em Deus e confessá-lo diante dos homens não é sair dizendo por aí: “Eu acredito em Deus!” ou “Eu amo a Jesus, Ele é o meu Senhor, meu Salvador!”, porque até mesmo o diabo diz acreditar em Deus e falar o nome de Jesus. Crer em Deus é saber que toda a sua vida está nas mãos dele e ter a segurança de que Ele vai gerenciá-la de acordo com a vontade dele. Quem acha que isso é fácil é porque não aprendeu nada ainda. Crer em Deus é saber que Ele o sustenta no meio das dificuldades da vida e que tudo, absolutamente tudo, está sob Seu controle. Confessá-lo diante dos homens é muito mais do que discussões filosóficas ou teológicas a respeito de sua existência ou não, até porque Jesus existiu, e isso é um fato historicamente inegável. Confessar a Deus é viver uma vida de santidade, de renúncia e de amor a Ele. Resumindo, confessá-lo é demonstrar ao mundo uma vida correta, pura e em constante santificação e submissão a vontade de Deus. Confessar a Jesus não é pregar o Evangelho, mas viver o Evangelho!

Demonstrar os frutos do Espírito é viver em absoluta sinceridade uns com os outros. É ajudar uns aos outros, é educar uns aos outros, é repreender com amor uns aos outros, enfim, é em última análise, amar de fato e de verdade uns aos outros.

Se isso tudo for fácil de ser feito, então porque a humanidade está indo de mal a pior? Não, tudo isso é trabalhoso, demorado e até mesmo doloroso. Isso significa carregar a cruz. Fazer a vontade de Deus é carregar a cruz. E Jesus disse que aqueles que não suportam a cruz, não são dignos de segui-lo, porque Ele mesmo carregou a cruz da vontade de Deus em sua vida. Ele teve todos os sofrimentos, os dramas, os desejos, os projetos, tudo o que todo ser humano almeja realizar, mas Ele abriu mão para fazer a vontade de seu Pai e a cumpriu até o ultimo instante de sua vida. Cristo foi o exemplo do fim principal do homem. Isso é a cruz de Cristo! Esta é a cruz que os pregadores modernos não pregam! Essa é a cruz que as mega igrejas, os padres, os pastores superpoderosos, os apóstolos da prosperidade não citam uma vez sequer em seus púlpitos. Em vez da cruz do verdadeiro Jesus, prega-se um falso Jesus, um falso alvo do ser humano, um falso moralismo, uma falsa cruz, enfim, um falso Cristianismo!

Chega desse Cristianismo hipócrita, desse Cristianismo fácil, desse Cristianismo religioso. Já são mais de 1600 anos de religião, de imperialismo religioso, de falsos ensinos, de falsas concepções! A Reforma de Lutero e Calvino surtiu efeito em seu tempo, mas não houve uma reforma total. Uma nova Reforma Protestante deve ser feita, a começar pela concepção e definição de Igreja.

A IGREJA DE CRISTO E AS IGREJAS DOS IGREJEIROS

Segundo a definição tradicional, igreja é uma assembleia ou um conjunto de pessoas que se reúnem em um templo sob orientação de um pastor (ou padre, apóstolo, bispo ou quaisquer outros nomes que se dá aos que fazem parte de uma hierarquia eclesiástica) para louvar e adorar a Deus e pregar o Evangelho. Por causa dessa definição, a Igreja de Constantino perseguia duramente aqueles que não faziam parte dela. Por causa dessa definição, ficou mais simples e fácil à dominação do Império Religioso sobre o mundo, Por causa disso, os poderes se juntaram; o politico, o religioso, o econômico e o militar e formaram a Idade das Trevas. Por causa disso, milhares de anabatistas, de valdenses e outros grupos extra eclesiásticos foram arduamente perseguidos. Por fim, por causa disso o ser humano está no estado em que se encontra hoje. Transformaram a linda, graciosa e amável igreja, a noiva do Cordeiro, em uma reles religião. Literalmente, estupraram a igreja… Assim, se reduz a igreja em um templo com um nome de alguma denominação…

Cabe-nos então redefinir o conceito de igreja para que então possamos entender como a Reforma deverá prosseguir.

Primeiramente, igreja não é um templo. Nunca foi e nunca será. Também não é uma estrutura hierárquica de homens e mulheres. Muito menos um conjunto de legalismos e falsos moralismos que escravizam a vida de uma pessoa afim de que ela possa ser ”salva”. A Igreja é uma unidade orgânica formada por pessoas arrependidas e que desejam a vontade de Deus para suas vidas. A igreja é movida pelo amor, não por dinheiro, dízimos, ofertas ou orações. Até porque se nenhuma dessas coisas forem feitas com e por amor, mas por simples religiosismo, Deus não aceitará. Assim sendo, a igreja está longe de legalismos. A igreja não tem um local definido, uma denominação, um templo, nada disso! A igreja verdadeira é invisível.

Como assim? Se a igreja é invisível, então como ela pode levar a Palavra de Deus aos outros? É bem simples. A igreja como uma estrutura orgânica é invisível, mas suas ações devem se manifestar visivelmente para a sociedade. Não, a igreja não é uma sociedade secreta. Não há segredos dentro da igreja. O que quero dizer é que Jesus conhece cada componente, cada pessoa da igreja, mas o mundo não. Muito menos os igrejeiros denominacionais. Mas a igreja se manifesta visivelmente no mundo através da vida de cada pessoa que faz parte dela. Isso implica que a igreja se manifesta no mundo através da ação.

A igreja de Cristo é imitadora de Cristo. A igreja de Cristo segue somente a Cristo. Não segue homens criadores de estruturas religiosas como Lutero, Calvino, Constantino, Agostinho, etc. Assim, a igreja de Cristo é perfeita. Muita gente diz que não há igreja perfeita. Eu digo então: “Não há igreja perfeita enquanto você pensar que o templo que você chama de igreja for de fato o que não é: uma igreja!” Criamos uma falsa concepção de igreja baseado na religião, quando a igreja é muito, muito mais do que um mero templo com placa de denominação. Sim, enquanto chamarmos de igreja o que não é igreja estaremos sempre repetindo que não existe igreja perfeita, e estaremos sempre no mesmo caminho, sendo dominados dia e noite pelo poder religioso.

O problema é que os igrejeiros veem seu templo (que eles erroneamente chamam de igreja) de modo a parecer um “Clubinho da Salvação”. Se você está fora do clube, então não é salvo. Se você estava lá dentro e saiu por não concordar com o que estava se fazendo no clube, você é um desviado. Se você comete algo contra as regras legalistas do clube, você está fora e condenado ao inferno, coitado. Sendo assim, os igrejeiros dizem ter amor pela “sua” igreja, quando na verdade estão amando seu clubinho do Bolinha…

Porque chamo esses templos de clubes? Bem, não são todos, mas a maioria o são. A maioria dessas “igrejas” estão investindo alto em música e entretenimento para atrair mais clientes e frequentadores do clube. A maioria está deixando de fazer estudos bíblicos verdadeiros para apenas estudar aquilo que o pastor fala. A maioria não dá ao outro o direito de pensar e discordar de seus ensinamentos afim de levá-la a um autoexame de si mesma e do outro também. A maioria gasta fortunas consideráveis em aviões. Mega templos, campanhas disso ou daquilo, noites de adoração, etc., ao invés de usarem esse dinheiro para ajudar aos irmãos e aos outros. A maioria faz de tudo para atrair visitantes, menos viver aquilo que prega. Ou seja, a maioria são clubinhos do Bolinha e da Luluzinha!

Ora, o que se tem observado por aí afora é que as igrejas instituicionais estão gastando milhões em templos, instrumentos, campanhas ao invés de destinar esse dinheiro para ajudar aos necessitados. Na igreja de Atos, todos tinham tudo em comum e compartilhavam as coisas entre si. Isso que é uma igreja! Uma comunidade onde as pessoas se conhecem de fato, onde cada um pode dar sua contribuição ao estudo da Palavra, onde cada um pelo exemplo de vida conseguia fazer com que outras pessoas se achegassem a comunidade, onde cada pessoa era uma missionária em sua casa,em sua rua. Onde cada pessoa dava tudo de si, por amor a Jesus, um amor sincero acima de tudo.

Em tempos como esse, tem sido difícil encontrar comunidades que prezam pelo estudo e vivência da Palavra de Deus. Devido a isso, algumas pessoas que fazem parte da igreja invisível tem ficado de for a das reuniões nos templos, por não encontrarem uma comunidade em sua cidade. Com isso, ficam fora de uma denominação. Os igrejeiros costumam chamar essas pessoas de “sem-igreja”, “desigrejados” ou mesmo “desviados”. Nada mais falso do que isso. Jesus é quem conhece cada pessoa que faz parte de sua noiva. E o mesmo Jesus disse aos fariseus do seu tempo: “Só porque vocês são filhos de Abraão vocês acham que são superiores aos outros? Não se enganem, porque até essas pedras Deus pode fazer filhos para Abraão”. Que significa isso? Parafraseando o contexto, Jesus quis dizer algo assim: Só porque vocês fazem parte da denominação, vocês são filhos de Deus? “Não, porque eu digo que até das pessoas que vocês menos esperam Deus pode adotá-las como seus filhos”. Ou seja, uma pessoa que faz parte de uma denominação jamais terá direito de julgar o lugar onde uma pessoa estará simplesmente porque esta não faz parte de uma denominação qualquer.

Certo dia, s discípulos de Jesus chegaram até ele e disseram que tinham proibido um homem que estava fazendo milagres em nome de Jesus de fazer tais milagres, simplesmente porque o homem não andava com eles, isto é, não fazia parte da turma. O que Jesus respondeu? Mande ele vir até nós? Não! Mande ele ir para uma denominação? Não! Ele disse: Deixai-o, porque quem é por nós, não é contra nós. Simples e prático. Aqueles que não querem ou não podem se filiar a uma denominação, também podem fazer a diferença no mundo!

Uma coisa que se fala muito por aí nos templos evangélicos é que a presença de Deus está ali. Isso significa que fora do templo, Deus não está. Nada mais presunçoso. Jesus nos disse que onde estiverem dois ou três reunidos em nome dele, isso é, em amor sincero por ele e pelos outros, ele ali estaria. Também costuma-se dizer nas igrejas instituicionais que a salvação é somente em Cristo. Então porque os igrejeiros se agitam tanto quando alguém sai da igreja? Porque ele vai pro inferno? Mas a salvação esta aonde afinal, na igreja (templo/denominação) ou em Cristo? Quanta hipocrisia…

Bem, então como ficam as igrejas instituicionais? Como eu tinha dito, são poucas as que realmente prezam pelo ensino e vivencia do Evangelho. E é nessas que devemos focalizar. A igreja instituicional deveria ser primeiramente um grupo de pessoas que gostariam de fazer algumas ações coletivamente,não um conjunto de regras e modalismos em cima de uma Teologia qualquer. Uma igreja que eu considero de fato cristã é aquela que antes de tudo, prezam pelo amor ao próximo, fazendo transformações radicais na sociedade. Ao contrário do que muita gente pensa, a missão da igreja não é simplesmente evangelizar ou “ganhar almas para Cristo’. Isso qualquer religião faz a sua maneira para seu Cristo, evangelizando com seu próprio Evangelho. Não, a missão da igeja é muito mais do que isso. A missão da igreja é fazer diferença no mundo pela vivencia do Evangelho. Como vivemos o Evangelho? Jesus nos ensinou como fazermos isso, afinal, ele é o próprio Evangelho encarnado. Viver o Evangelho é ajudar uns aos outros, ;e sabermos das necessidades uns dos outros, é ter uma atitude de compromisso para com os outros, é ter de fato um relacionamento íntimo e pessoal com Deus de modo que esse relacionamento se manifesta visïvel e coletivamente na sociedade! Os igrejeiros não entendem isso. Querem reduzir a difícil missão da igreja em simples pregação (a maioria de um falso Evangelho), porque isso é mais fácil. É mais fácil apresentar um Jesus para uma pessoa do que viver Jesus! É mais fácil cantar músicas no domingo a noite do que transformar sua vontade de acordo com o que Deus deseja de cada um. É mais fácil colocar Jesus num altar e se prostrar diante dele do que crer simplesmente que Ele se fez homem e está presente ao nosso lado e quer que o sigamos na trajetória da cruz. É mais fácil dar dízimos e ofertas pensando que podemos comprar o favor de Deus do que renunciar a alguma coisa particular para que se possa ajudar ao que necessita. Enfim, seguir regras por obrigação na igreja instituicional é fácil demais, enquanto matar o velho homem dia após dia é absurdamente difícil! Por isso transformaram a igreja em uma religião…

A IGREJA E A LIDERANÇA

Os igrejeiros costumam apelar para a questão da liderança. Dizem que numa igreja invisível não existe liderança, não existe um pastor, um bispo etc. E não existe mesmo. Ora, por acaso algum desses pastores, padres, sacerdotes ou seja lá o que for, morreu pela igreja? Não, mas foi Cristo que morreu por ela. Por acaso algum deles demonstrou maior exemplo de vida do que Cristo? Não. Por acaso algum deles foi o fundador da verdadeira igreja? Não. Logo, quem deve ser o líder da igreja?Cristo! Alguns podem argumentar: Ah, mas Paulo falou várias vezes para obedecermos aos pastores… De fato, enquanto eles darem exemplo e continuarem ensinando aquilo que é correto, então podemos obedecê-los por amor a Cristo, não por amor a denominação. Ora, não podemos aceitar que uma liderança aceite realizar coisas contrárias aos ensinos de Cristo. Porém o que está acontecendo hoje é justamente isso, denominações tem se prostrado aos pés do poder economizo e político, aceitando por exemplo a realização de casamentos entre pessoas do mesmo sexo, inclusive até mesmo colocando essas pessoas como líderes da igreja! Outros estão escravizando seus membros ditando praticamente tudo oque devem fazer com suas vidas. Chegam ao absurdo de dizer com quem uma pessoa deve casar, qual escola deve frequentar, e até mesmo qual posição se deve ter relacionamentos sexuais… Como não ficar revoltado com o estado da liderança de hoje?

Os líderes da igreja instituicional costumam chamar os que estão fora da instituição de “sem-igreja”ou “desigrejados” e os atacam de maneira feroz. E porque? Simplesmente porque a maioria desses líderes não estão preocupados com as pessoas mas simplesmente com seus bolsos. Atacando as pessoas que estão fora, fica mais fácil amedrontar os que estão dentro, e assim manter a membresia e os dízimos todo o mês…

Um costume hipócrita dos igrejeiros é de atacar o Catolicismo Romano, criticando o papa, os bispos etc, enquanto se utiliza praticamente as mesmas escalas hierárquicas, mudando somente o nome… O grande dilema da Reforma Protestante foi esse. Mudou-se muito pouco em relação a Igreja Romana. Assim, continuaram na religião de Constantino.

Os igrejeiros costumam colocar poderes demais nos seus líderes, o que provoca esse caos todo que vemos hoje. Essa situação tem que parar! A igreja instituicional de modo geral já cumpriu sua missão, que era nos livrar das garras da Igreja Romana, mas agora ela tem que ser reformada de novo, para cumprir sua verdadeira missão: permitir a vivencia do Reino de Deus e transmiti-lo a humanidade.

Não estou pregando um Cristianismo baseado em relacionamentos ou em obras. Estou desejoso por um Cristianismo baseado em Jesus e nada mais do que Nele. Chega de modismos, de legalismos, de doutrinas de homens, de hermenêuticas furadas, de teologias abusivas e absurdas. Chega de uma liderança que não dá exemplo e quer se impor aos membros. Chega de religião! Jesus deve ser a única chave hermenêutica de toda a nossa vida. Vamos viver o Cristianismo simples. Chega de mega templos, de megacampanhas, de ostentação!

Jesus pregava o que vivia. Paulo e os apóstolos pregavam o que vivam. A igreja de Atos pregava o que vivia. Portanto, nossa missão como igreja é simples: pregar aquilo que vivemos, se de fato vivemos o Evangelho, e ajudarmos uns aos outros a alcançar um relacionamento de intimidade com Jesus!

Deus não habita em templos feitos por mãos humanas. Essa era a chave libertadora da igreja primitiva. Deus habita em cada pessoa que deseja fazer realidade o Seu Reino.

Uma revolução está começando. O Cristianismo Igrejeiro, ou o Cristianismo de Constantino está ruindo… para dar lugar enfim a gloriosa igreja de Cristo, a Noiva do Cordeiro!

domingo, 25 de abril de 2010

Motivo de Vida

Letra de uma musica de Contra a Correnteza, em português.
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E nesses momentos ó Pai,
o que acalma minh'alma
é saber, que tudo está em suas mãos....

Não temos motivos para chorar,
Não temos motivos para se desesperar,
Senhor, Senhor;
Não temos motivos para não dormir,
Não temos motivos para deixar de sorrir,
Senhor, Senhor;

E se estamos nessa, é pelo zelo de teu nome,
Pois se não fosse isso não teríamos nada a perder..

A nossa razão de viver és Tu, és Tu,
Nossa força, esperança e anelo és Tu, és Tu.

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La marioneta

Letra da musica Martioneta de Contra a Correnteza, em español
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Ya no quiero ser una marioneta, una marioneta que no vive ni tampoco sueña;
Una marioneta que no disfruta del nascer del sol una marioneta que no aprendió a amar;
Hay tantas cosas que mueven nuestros brazos y nuestra mente, tantas cosas que nos impiden
De disfrutar del amanecer, ni dejan que una gota de lluvia toque nuestros rostros, ni al menos dejan ver la flor salir ni el otoño llegar;  
No quiero más ser preso por cuerdas, cuerdas q me prenden al pasado, que no quiero recordar;
El camino que seguí ya no lo quiero más vivir, este sistema no me dejaba ver y me hacia sonreír sin al menos saber de que me alegraba;
Yo pensaba estar correcto defendiendo lo que el mundo me había enseñado sin saber que estaba engañado;
Un  día alguien la libertad me ofreció pidiendo en cambio que volviera de el;
Yo quiero la libertad, solamente la verdad, lo opuesto de lo que la sociedad me intenta imponer; 
Entonces acepté y el tiempo fue pasando y mis cuerdas el dueño fue cortando, al piso a los pocos estaba a llegar, entonces cuando al fin lo pude tocar, sentí la libertad de poder andar, yah, una nueva realidad entonces pude ver y andando por el mundo otras ex marionetas pude conocer;
Entonces unidas vimos a las marionetas y entendemos que teníamos trabajo para hacer, ayudando a ellas, la libertad conocer, nuestra muerte fue inevitable pues una marioneta sin cuerdas no es más utilizable, así el mundo se libró de nos, pero en el resuena nuestra voz.

O RENASCIMENTO DE SODOMA


Por Renato A. O. de Andrade

“Ouvi, ó céus, e dá ouvidos, tu, ó terra; porque o SENHOR tem falado: Criei filhos, e engrandeci-os; mas eles se rebelaram contra mim. O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende. Ai, nação pecadora, povo carregado de iniqüidade, descendência de malfeitores, filhos corruptores; deixaram ao SENHOR, blasfemaram o Santo de Israel, voltaram para trás. Por que seríeis ainda castigados, se mais vos rebelaríeis? Toda a cabeça está enferma e todo o coração fraco. Desde a planta do pé até a cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, e inchaços, e chagas podres não espremidas, nem ligadas, nem amolecidas com óleo. A vossa terra está assolada, as vossas cidades estão abrasadas pelo fogo; a vossa terra os estranhos a devoram em vossa presença; e está como devastada, numa subversão de estranhos. E a filha de Sião é deixada como a cabana na vinha, como a choupana no pepinal, como uma cidade sitiada. Se o SENHOR dos Exércitos não nos tivesse deixado algum remanescente, já como Sodoma seríamos, e semelhantes a Gomorra. Ouvi a palavra do SENHOR, vós poderosos de Sodoma; dai ouvidos à lei do nosso Deus, ó povo de Gomorra.” – Isaías 1:3-10

As antigas cidades de Sodoma e Gomorra são conhecidas pela maioria das pessoas que tem algum conhecimento bíblico mínimo. Sabe-se que elas foram destruídas por Deus principalmente em razão de sua grande imoralidade sexual, onde o homossexualismo, os estupros, as fornicações eram rotina social daquele povo. Havia também, segundo escritos rabínicos antigos, a chamada “cama de sodoma”, onde alguns dos viajantes estrangeiros eram submetidos a sessões de sadismo, nas quais geralmente se o estrangeiro fosse maior do que o sodomita, este lhe amputaria para que chegasse ao seu tamanho, para então ter relacionamentos sexuais. Tão grande era a perversidade dos habitantes de Sodoma e Gomorra que várias vezes Deus estava querendo destruí-los, mas não o fez enquanto ouvesse esperança. Porém, a situação chegou a tal ponto, que o juízo de Deus não poderia esperar mais. Assim, no mesmo dia, segundo informações da geografia que circunda a região, uma atividade vulcânica intensa produziu “fogo e enxofre dos céus” e destruiu as cidades completamente… ou assim se supunha. As cidades de fato foram destruídas, mas sua ideologia sexual imoral continuou viva.

Chega-se então no relato do livro de Juízes, que apresenta uma história bastante parecida, onde o povo de Israel estava sem rei e cada um fazia o que bem lhe interessava. Conta-se no capítulo 19 que um levita estava passando por uma cidade, e teve que passar a noite ali. Aconteceu que os homens da cidade quiseram estuprar tal levita e chegaram a casa onde estava hospedado, e fizeram um pedido ao dono da casa de lhes entregar o hóspede, o que lhes foi negado. O levita então, ao invés de tomar uma posição que lhe cabia, entregou sua mulher aqueles homens para que abusassem dela, e seu anfitrião provavelmente fez o mesmo com sua filha virgem. Pela resposta dada do ancião aos homens, parece que ele estava querendo ter relacionamentos homossexuais com o levita, porque caso não o fosse, não teria protegido o levita que ele nem conhece a tal ponto de oferecer a sua própria filha para a turba de tarados enfurecidos. E pelo visto, o levita consentia em tal coisa, porque ele mesmo também jogou sua mulher aos homens da cidade, afim de proteger-se. O relato conta que a mulher foi estuprada da noite até o nascer do sol, e morreu. O espírito que habitava em Sodoma e Gomorra, rodeava aquele lugar… Mas Deus não deixou essa terrível depravação impune, a cidade inteira foi destruída pela sede de vingança dos israelitas que executaram o juízo divino.

O tempo foi passando, mas a ideologia sodomita perdurou até Roma e a Grégia Antiga. Nesse período, a sociedade greco-romana estava tão acostumada ao sexo, que eram promovidas verdadeiras orgias em público nas saturnálias, o homossexualismo era descarado até mesmo entre os imperadores romanos, o incesto era estimado em alta conta e a prostituição era uma atividade profissional comum. Tudo isso porque a sociedade romana relativizou ao extremo o sentido do sexo. Na verdade, tudo isso era reflexo externo da corrupção e depravação interna de cada pessoa daquela cidade.

Hoje, estamos indo pelo mesmo caminho. Roma, Sodoma e Gomorra ressucitaram do pó e da cinza. A situação está cada vez mais caótica. Agora, o homossexualismo virou ídolo, o Estado estimula as práticas sexuais cada vez mais cedo entre jovens e adolescentes. Tudo começou quando o movimento hippie pregava “faça amor, não faça a guerra!” há alguns anos atrás, enquanto o neoliberalismo e as ideologias pós-modernas se infiltravam sorrateiramente dentro de diversos setores sociais, redefinindo aos poucos a definição de sexo. A partir daí, o movimento gay tomou força considerável, avançou na mídia e agora está escancarado em vários lugares, tendo o direito de mandarem e desmandarem no governo. O governo, através de campanhas de distribuição de preservativos anda incentivando o sexo entre adolescentes deforma desenfreada, como se fosse a coisa mais normal do mundo dois adolescentes (e até mesmo crianças) em plena idade escolar saírem transando por aí. A pornografia tem arrasado casamentos, famílias, vidas e igrejas, transformando crianças, jovens e adultos em escravos do pecado e de seus próprios desejos.

A situação está cada vez pior. A ideologia sexista de hoje tem feito estragos consideráveis na vida de milhões de pessoas, principalmente em países da Europa. Na Inglaterra foi noticiado recentemente que uma menina de seis anos de idade era diariamente estuprada por seus colegas, que a agarravam à força. Tal fato se deve à nova política de educação sexual nas escolas da Inglaterra, onde as crianças aprendem quase como uma aula de relações sexuais práticas. Curiosamente, o governo não fez absolutamente nada, alegando a idade dos envolvidos… Um abuso de fato! Na Holanda, há total liberdade para se fazer sexo nos parques públicos depois de certo horário. Em Madrid, já é possível andar nu pelas ruas sem constrangimento ou ameaça de prisão. Na Alemanha, alguns pais estão sofrendo perseguição do governo por educar seus filhos em casa devido ao que o governo chama de “educação sexual”, que consiste em exibir cenas pornográficas para crianças e adolescentes… No Brasil, educação sexual basicamente é “faça sexo à vontade, mas use camisinha!”. Na verdade, usa-se a dialética hegeliana (problema, reação, solução) para manipular a população de modo que essa pense que estará apenas satisfazendo seus desejos; O processo dialético é mais ou menos o que se segue:

Primeiro, o problema: o relacionamento sexual precoce na juventude, sem nenhum tipo de compromisso firmado com o parceiro e a consequência mais provável disso, a gravidez.

Segundo, a reação: os jovens sentem cada vez mais desejo de fazer sexo, devido a constante inundação de propaganda sensual e pornografia nos meios de comunicação de massa.

Por fim, a solução: façam sexo a vontade, com quem quiser, apenas se lembre de usar camisinha ou outros métodos contraceptivos!

Nos EUA, a situação é ainda pior. Existe por lá uma organização chamada NAMBLA (Associação Norte-Americana para o Amor entre Homens e Meninos), cujo interesse maior é acabar com as leis de criminalização da pedofilia, o que significa legalizar quaisquer tipos de relacionamento sexual entre adultos e crianças. Ainda que a NAMBLA seja pouco conhecida, seu ativismo tem aos poucos criado mudanças na sociedade norte-americana. E, se depender do relativismo do pensamento pós-moderno, isso vai acabar acontecendo, mais cedo ou mais tarde. A pedofilia ainda é escândalo na sociedade, mas quanto mais casos forem divulgados, mais a sociedade vai se acostumar a isso, e no final vai acabar aceitando o fato como normal… Assim é que se produz mudanças de opinião social. Dado um problema polêmico, faça com que a sociedade se acostume a ele de tal forma que em alguns anos já não seja mais polêmico e nem problema. Assim se deu a manipulação da sociedade para aceitação da ideologia homossexual, a desvalorização do matrimônio, a banalização do sexo, as políticas abortivas etc…

Creio eu que o grande apoio dos governos aos movimentos homossexuais, ao movimento feminista e quaisquer outros que venham a ter relação com a sexualidade é simplesmente uma forma de controle populacional. Como? Nada mais simples. Se os governos tem uma meta que é a de manter a população mundial abaixo dos 500 milhões de habitantes, conforme as Pedras-Guia da Geórgia anunciam, então nada mais fácil do que impedir novos nascimentos atravez do incentivo às relações que não tem perigo de concepção, tais como as relações homossexuais.Adiciona-se a isso os esfor ços de legalização do aborto disfarçadas de “politicas de direitos das mulheres”, o extenso crescimento de mortes por meio de DSTs (devido ao incentivo à fornicação e ao adultério presente nas mídias e escolas) e a desvalorização do papel de mãe pelas próprias mulhers em prol de uma falsa “libertação sexual”. Assim, o sistema mata silenciosamente milhões de pessoas no mundo inteiro…

Pier Paolo Passolini, em seu polêmico filme “Saló, ou 120 Dias de Sodoma” nos mostra o futuro degradante que a humanidade terá se a situação assim continuar. No filme, que retrata os abusos cometidos contra os jovens durante o período da Itália Fascista, ele nos conta como a deturpação, a relativização e a degradação do sexo irá nos afetar no futuro próximo. No filme, o sexo é mostrado como um ato hedonista extremo, onde o poder e a religião mantém um substancial controle sobre a sexualidade, para satisfazer seus próprios desejos à custa das pessoas comuns, tratando-as como se fossem meros objetos ou até menos do que isso. As cenas nos msotram como o Estado Imperialista estupra a sociedade mediante a perversão da sexualidade, nos apresentando atos imorais como incesto, sodomia, sadismo e sadomasoquismo de forma divinizada e depois leva a sociedade inteira para a morte. Nesse processo, a religião tem um papel importantíssimo, porque faz com que a sociedade obedeça ao Estado crendo que está obedecendo a Deus e ao mandamento do “amor” ao apoiar as medidas estatais, além de contribuir criando assim como os israelitas fizeram, um deus tolerante, que não condena ninguém pelas suas fornicações ou que até mesmo as incentiva. O cineasta japonês Nagase Oshima nos mostra um fato parecido. No filme Ai No Corida ele mostra o único caminho onde a idolatria ao sexo leva o homem… para a morte.

O relativismo de nossos dias tem retirado qualquer valor moral em relacão à sexualidade, afrmando que o que está escrito na Biblia é coisa do passado e/ou que não tem valor para a cultura moderna, mas o julgaamento de Deus é claro, e Ele nos pede para olharmos em direcão ao passado e nos arrepender, olhando aquilo que esta servindo de exemplo, como está escrito:

“Assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregue à fornicação como aqueles, e ido após outra carne, foram postas por exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno.” – Judas 1:7

E ainda:

“E condenou à destruição as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as a cinza, e pondo-as para exemplo aos que vivessem impiamente;” – 2 Pedro 2:6

“Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbedos, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus”. – 1 Coríntios 6:9

Isto não é brincadeira! Deus está nos mostrando o destino que terá uma pessoam ou nacão que vive impiamente! O Brasil está corremdo o risco de se colocar debaixo da ira de Deus… É bom prestarmos bastante atencão no texto de Isaías citado no comeco desse artigo, onde o profeta fala que se Deus não tivesse deixado um PEQUENO remanescente, Israel seria como Sodoma e Gomorra… E nós? Sodoma renasceu em pleno século XXI, retornando do inferno, cheirando a enxofre. Caro amigo, a resistência a cultura sexista de Sodoma será árdua, dura, e extremamente crucificante, principalmente para os jovens, mas precisamos crer que se resistirmos até o sangue por amor ao Senhor, ao nosso próximo e ao nosso cônjugue, Deus nos recompensará grandemente. Hoje Ele nos chama a fazer parte do Seu exército remanescente na Terra, como está escrito:

"Sai dela povo meu, para que não sejes participantes de seus pecados, e sofras todas as suas pragas”- Apocalipse 18:4

Resta a nós fazermos parte desse remanescente, que apesar de ser pequeno, não será desprezado pelo Senhor!

domingo, 4 de abril de 2010

quarta-feira, 17 de março de 2010

QUAL É O SEU MODELO DE VIDA?

Por Rubinho Pirola
Genizah
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"E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade." Jo 1:14


Hoje nas igrejas, nas TVs, nas rádios, no nosso meio cristão, tem-nos sido apresentado um modelo de espiritualidade, que não tem nada a ver com o propósito original: a revelação de um homem, segundo a imagem e a semelhança do Altíssimo.

Vai dai que temos assistido uma coisa terrível e antagônica: quanto mais os caras querem se parecer com anjos, seres angelicais, levitar, negar a dor e o sofrimento próprios de ser-se gente, Deus ainda insiste num modelo mais perto de nós: um homem, só um homem, como vimos em Cristo:

* Alguém que comia quando tinha fome, bebia quando tinha sede (principalmente de relacionamento, de amigos, quando bebia vinho e partia o pão com eles!);

* Alguém que não se importava com o perigo, pois até houve quem se preocupasse por ele, como os dois no caminho de Emaús, insistindo para que entrasse com eles a ter de enfrentar a escuridão da noite. Hoje, não faltam "líderes cristãos" andando com guarda costas e até armas na cintura...

* Alguém que sentia a dor da solidão e pedia aos amigos que estivessem com ele nas horas mais diversas e não teve vergonha de confessar, na cruz, o quanto doi a separação;

* Alguém que, ferido, magoado, traído, não saia a destilar veneno contra os ofensores e traíras, nem tampouco evitava o contacto com gente, como fazemos hoje;

* Alguém que não ficou vermelho em cair no choro diante de muita gente - pessoas que o ouviam e a ele seguiam como líder - confessando e sentindo solidariamente a dor diante da perda de quem amamos, diante do túmulo de Lázaro (mesmo sabendo o que aconteceria dois minutos depois de chamá-lo para fora da tumba!);

* Alguém que se misturava com qualquer um - de publicanos, odiados pelo povão, à prostitutas, beberrões e pecadores. Só não tolerava religiosos que não viviam os valores do reino de Deus nem deixavam os outros o fazerem, cobrando regras e mais regras que "tinham ar de religiosidade mas que não tinham valor algum contra o mal que vem de dentro". É preciso ressaltar também que, nem de longe fez conluios, conchavos ou barganhas com os caras do poder, da religião, nem usou a massa como moeda de troca política como vemos hoje...

* Alguém que era tão normal e simples que até o seu traidor precisou de um código - um beijo no rosto - para identificá-lo diante dos que o iriam prender. Não havia sobre ele, nenhum luminoso em "neon", banner, placa, cartaz,... ou adereço que o identificasse;

* Alguém que não precisava de andar de carro importado, ternos de grife, jóias ou outra porcaria para parecer importante ou valorizar quem era, e porque era quem era, quando falava ou fazia qualquer coisa, quem ele era ficava manifesto, distinguindo-o dos pilantras e espertalhões que exploravam a fé das pessoas da época;

* Alguém que diante do sofrimento do preço do ministério, confessou o seu medo, a vontade de "beber outro cálice" mas nunca lastimou ou queixou-se da escolha que fez em seguir em frente até a morte e morte de cruz;

* Alguém que, sendo quem era, não temia confessar as suas necessidades, como fez com a mulher samaritana e diante daqueles que dele zombavam na cruz, pedindo-lhes água;

* Alguém que humilhado, desprezado, não abriu a sua boca (como ovelha para o matadouro), nem ousou lançar no rosto de todos à volta, responsabilidade nenhuma aos quais que, cheios de culpa, deixaram o inocente que era, pagar toda a fatura;

* Alguém que fazendo caridade, milagres, curas e todo tipo de benefício aos pobres, desenganados, sofredores, desesperados, enfermos e marginalizados da sociedade, não os usava como fazemos hoje, para promover-se - nem a causa que defendia - pedindo que a ninguém, os beneficiados por ele, dissessem coisa alguma, mostrando que a sua preocupação era com eles e ninguém mais que eles;

* Alguém que nunca, em tempo algum, chamou para si privilégios, títulos, reconhecimento por feitos e conquistas, como fazemos hoje, ostentando cartões de visitas com quilos de peso com tantos adjetivos colados ao nosso nome. Não se auto-denominava coisa alguma, nem ousou por usurpação, ser igual a Deus, mas revelou-se (e apresentava-se) como o "filho do homem" e dirigia todas as glórias a Deus!

* Alguém que, buscava a Deus e a Ele se submetia integralmente, contra todos os apetites e conveniências próprias de ser homem. Não negou sua condição humana, mas mostrou como é que alguém, sendo homem, podia agradar ao Senhor.

* Alguém que, podendo viver à parte da "normalidade", ou levitar, viver nas alturas, desceu. Desceu até às partes mais baixas da terra. para revelar simplesmente o que era: um homem. De carne e osso e coração!

Um homem, afinal, como Deus sempre desejou criar. Um homem segundo a imagem e semelhança do Pai.

E ai? Quem é o seu modelo?